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  • Tornar a educação atividade essencial põe em risco a vida de professores e funcionários nas escolas

    Tornar a educação atividade essencial põe em risco a vida de professores e funcionários nas escolas

    O projeto 04/2021 do governo do Paraná, que torna a educação atividade essencial no Estado, não dá escolha aos servidores das escolas estaduais. Força a volta às salas de aulas sem as condições necessárias à proteção contra a contaminação por coronavírus. “Neste momento, esse projeto significa empurrar esses trabalhadores para o contágio”, alertou o deputado Tadeu Veneri, que se manifestou contra a proposta do governador Ratinho Junior (PSD), aprovada em primeira discussão por 45 votos a seis. O projeto recebeu emendas e está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Veneri pediu vistas ao parecer favorável às emendas da base do governo.

    “O governo diz que os pais têm a liberdade de mandar ou não seus filhos de volta às aulas presenciais. Os professores e funcionários não terão essa escolha. É um ato de irresponsabilidade com a vida destes profissionais”, disse Veneri.

    Em várias áreas da administração e serviços públicos, as atividades são remotas para assegurar a saúde dos servidores. A Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas, o Judiciário, o Ministério Público, e outras instituições estão preservando seus servidores com protocolos e atividades remotas. Por que esse cuidado não se aplica à educação?”, questionou Veneri.

    O governador Ratinho Junior tem a responsabilidade de impedir que a pandemia se alastre entre a comunidade escolar, reforçou o deputado. ‘’Depois que acontecer, não adianta lamentar. A vida tem sempre que vir em primeiro lugar”, reforçou.