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  • Governo do PR usa estudantes e professores como cobaias do ensino militarizado, denuncia Veneri

    Governo do PR usa estudantes e professores como cobaias do ensino militarizado, denuncia Veneri

    O deputado estadual Tadeu Veneri encaminhou voto contrário ao pedido de convocação extraordinária do governador Ratinho Junior (PSD), que começou nesta segunda-feira e se estende até o próximo dia 19. A convocação foi feita para votar a mensagem 01/2021, que amplia o programa de escolas cívico-militares no Paraná aprovado no ano passado, há apenas dois meses. Veneri também pediu vistas ao parecer favorável do deputado Jacovós ao projeto do governo na Comissão de Constituição e Justiça, que se reúne novamente nesta terça-feira, 12.

    Veneri se opõe ao programa desde o ano passado quando foi votada a primeira lei. “Essa transformação das escolas é uma tragédia. Começou com a forma autoritária como foram feitas as consultas às comunidades escolas onde os representantes do governo fizeram inúmeras e pesadas pressões sobre pais e mães que sequer tinham informações sobre o programa para poder decidir. E muitos já estão arrependidos ao tomarem consciência do que significa esse modelo militarizado para a educação”, disse o deputado. “É um retrocesso muito grande. E não adianta o governador, alinhado ao presidente da República, tentar convencer as pessoas que a melhoria da educação se faz dessa forma. Não existe varinha mágica”, acrescentou.

    A mensagem permite que sejam militarizadas escolas em municípios com menos de dez mil habitantes, o que era proibido pela lei atual. Com isso, o governador aumenta o alcance do seu programa e tenta “corrigir” as irregularidades que denunciamos durante a votação do ano passado, frisou Veneri.

    Ratinho Junior também autoriza que militares com menos de dez anos de trabalho passem a atuar nas escolas militarizadas. “Querem fazer do Paraná um laboratório para esse modelo de ensino usando nossos estudantes e professores como cobaias”, criticou.

    “O nosso encaminhamento contrário à aprovação desse pedido do governador para a realização de sessões extraordinárias é porque quando o projeto que institui a militarização das escolas, que foi aprovado nesta Casa no ano passado, o processo foi feito de acordo com a legislação. Naquela ocasião, nós questionamos os erros que estavam ocorrendo nas indicações dos municípios que seriam contemplados com a escola cívico-militar. Se o governador resolveu ainda assim aceitar essas escolas para que pudessem ser indicadas e aprovadas como escolas militares, é um problema que cabe ao governo resolver dentro do regime democrático, que é no período legislativo. Por isso, destaco que essa convocação é inadequada”.