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  • Governo Ratinho quer militarizar ensino "no grito", denuncia Veneri

    Governo Ratinho quer militarizar ensino "no grito", denuncia Veneri

    A divulgação hoje pelo governo do Estado da lista das 215 escolas que adotarão o modelo militarizado de ensino em 117 municípios e a convocação súbita da comunidade para se manifestar em dois dias, a partir de amanhã, sobre o programa, são uma demonstração de desrespeito à comunidade escolar. A crítica foi feita na sessão remota desta segunda-feira, 26, pelo deputado estadual Tadeu Veneri.

    Além da posição contrária à militarização das escolas públicas, Veneri cobrou do governo responsabilidades sobre a realização de consulta presencial em plena pandemia do novo coronavírus. Veneri classificou a forma de condução do governo como antidemocrática e destacou  a falta de transparência nos critérios de indicação dos estabelecimentos de ensino. Várias das escolas relacionadas pelo governador não estão em áreas de risco nem apresentam altos índices de evasão de alunos. É o caso dos Colégios João Loyola e Cecília Meirelles, em Curitiba, que não se enquadram nestes parâmetros definidos na lei e mesmo assim figuram na lista do Palácio Iguaçu.

    “Como falar em democracia e participação se o governo anuncia a lista num dia e no dia seguinte faz a consulta. Quem indicou essas escolas? O processo democrático está sendo atropelado. Não há tempo para o debate entre a comunidade. Querem fazer no grito. Acham que assim vão melhorar a educação? Não vão. A forma como estão fazendo compromete inabalavelmente este programa”, analisou Veneri.

    O deputado foi um dos votos contrários ao programa de implantação de escolas cívico-militares por entender que o governo deveria aumentar os investimentos nos estabelecimentos de ensino para melhorar a infraestrutura física e de pessoal. "Lugar de policial náo é dentro da escola para ser diretor. Qualidade de ensino se obtém com investimentos nas escolas e nos profissionais da educação", declarou.