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  • CDH reúne instituições para debater situação de atingidos por barragens de usinas hidrelétricas

    CDH reúne instituições para debater situação de atingidos por barragens de usinas hidrelétricas

    O Estado do Paraná deve se manifestar e apresentar uma solução permanente para os problemas históricos gerados pela construção de usinas hidrelétricas em nosso território. A cobrança foi feita na manhã desta terça-feira, 6, pelo deputado estadual Tadeu Veneri, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, em reunião remota com integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens representando as famílias que perderam suas terras alagadas por usinas hidrelétricas no Estado.

    Veneri defendeu a proposta apresentada na reunião de formulação de um protocolo de indenização para os atingidos pelas usinas no Paraná. “As famílias são obrigadas a se desfazer de suas terras e levam anos para reorganizar suas vidas. E as empresas que faturam lucros bilionários têm a obrigação de fazer a compensação social”, destacou.

    A reunião teve a participação de técnicos do Instituto de Águas e Terras (IAT), de integrantes do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Meio Ambiente e de Direitos Humanos, do Ministério Público do Paraná, do Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Paraná, da deputada Luciana Rafagnin (PT) e assessoria do deputado Goura (PDT).

    Os participantes discutiram a situação das famílias atingidas pelas Usina Hidrelétrica de Salto Grande, no rio Paranapanema entre os municípios deSalto Grande, em São Paulo, e Cambará, no Paraná, e Baixo Iguaçu. Os projetos de construção de usinas no curso do rio Chopim também foi um dos temas abordados. A reunião apontou a necessidade de realização de um estudo para verificar se o rio ainda comporta novos empreendimentos.

    Outro dos encaminhamentos da reunião foi a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a situação na região, a realização de audiência pública para prosseguir com o debate das soluções e a necessidade de fazer funcionar o Comitê da bacia hidrográfica do Baixo Iguaçu. As famílias remanescentes na região estão sendo obrigadas a pagar por hora-máquina para fazer adequação dos acessos, entre outras obras, que seriam de responsabilidade do consórcio da Usina, construída entre os municípios de Capanema e Leônidas Marques.