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    Veneri alerta: governo está passando a boiada no Paraná

    Excluído do Regimento Interno no ano de 2015, o regime de votação em Comissão Geral voltou a ser utilizado pelo governo para atropelar a aprovação de matérias de interesse do Palácio Iguaçu. A denúncia foi feita pelo deputado estadual Tadeu Veneri na sessão desta segunda-feira, 28, quando a base aliada aprovou os projetos de lei 543/2020, que propõe a implantação de escolas cívico-militares no Estado e 565/2020, que altera as regras para a escolha de diretores de escolas da Rede Pública de Ensino.
    Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Tadeu Veneri criticou a pressa na aprovação dos projetos de lei e disse que o governo Ratinho Junior está “passando a boiada, assim como faz o governo federal”. A Comissão geral permite que um mesmo projeto tramite em velocidade recorde, recebendo pareceres e sendo votado no mesmo dia em plenário.

    “Temos visto algumas situações que eram negadas em período eleitoral e que hoje fazem parte da gestão do atual governo. O projeto 565/2020, entre outras coisas, retira da comunidade escolar a prerrogativa de escolher os diretores das escolas. Este projeto possibilita interferência direta do governo do Estado, matando de vez a democracia dentro das escolas. Estamos vivendo um período de exceção. Estão passando a boiada aqui no Paraná, assim como faz o governo Bolsonaro. Vamos ter em 2021 um estado muito diferente daquele que imaginávamos, um estado perdendo muito na sua democracia”, alertou. 

    Veneri destacou ainda o papel dos parlamentares de oposição na defesa dos interesses de todos os paranaenses. “Nós temos a obrigação de fazer esse alerta. Não fomos eleitos para agradar o governo, mas para defender os interesses do povo paranaense. Estamos tendo nesse período de pandemia mais pedidos de Comissão Geral do que tivemos nos últimos anos do governo Beto Richa (PSDB)”, concluiu. 

    O substitutivo da bancada do PT ao projeto das escolas militares foi derrotado por 41 a 8. O projeto da bancada do PT criava a Escola Democrática. Já o texto original do governo foi aprovado por 44 votos a 6. O projeto permite a conversão de cerca de duzentos colégios para o regime cívico-militar.  

    O projeto que restringe a democracia no processo de eleição para diretores e diretores auxiliares de escolas recebeu nove emendas e retornará ao plenário para a segunda votação.