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  • Violência doméstica aumenta na pandemia, mas faltam espaços para abrigar as vítimas

    Violência doméstica aumenta na pandemia, mas faltam espaços para abrigar as vítimas

    Um levantamento inédito sobre a violência doméstica entre os meses de março e abril deste ano, durante a pandemiado novo coronavírus, apontou que os casos de feminicídiono País aumentaram em 5% em relação ao mesmo período em 2019. No Paraná, não temos os dados completos, já que os últimos dois meses não foram informados pelo governo, mas é possível afirmar que, a cada 1 hora, 15 mulheres denunciam terem sofrido algum tipo de violência em nosso Estado no período de 16 de março a 15 de abril.

    O levantamento faz parte do monitoramento quadrimestral da série de reportagens “Um vírus e duas guerras“, que está sendo publicada em uma parceria entre as mídias independentes Amazônia Real,sediada no Amazonas; Agência Eco Nordeste, no Ceará; Colabora,no Rio de Janeiro; Portal Catarinas, em Santa Catarina; e Ponte Jornalismo, em São Paulo.

    Para o deputado Tadeu Veneri, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, a ausência de locais mantidos pelo poder público para acolhimento das mulheres agredidas é um agravante neste cenário. Em Curitiba, existem dois espaços disponíveis para atender às vítimas de violência doméstica. A Casa da Famílía, construída durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e a Pousada de Maria, administrada pelo município.

    “A falta de locais para abrigar as mulheres é um reflexo da negligência com que os governos estadual e municipais tratam esta questão”, afirmou o deputado. A dimensão do problema exige investimentos na construção de casas de abrigo para as vítimas, defendeu.

    O levantamento completo no país está no Portal Catarinas.info