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  • "Não dá mais", diz Veneri, defendo o afastamento do presidente da República

    "Não dá mais", diz Veneri, defendo o afastamento do presidente da República


    Um dia após a revelação de mais um escândalo envolvendo a família do presidente da República,o deputado Tadeu Veneri, líder do PT na Assembleia Legislativa, defendeu o afastamento imediato de Jair Bolsonaro (sem partido). “Não dá mais. Fora, Bolsonaro”, disse Veneri, referindo-se à entrevista do empresário Paulo Marinho, publicada no jornal Folha de São Paulo, revelando que a Polícia Federal antecipou ao senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, que ele seria alvo de operação durante o período eleitoral, em 2018. Marinho foi um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro e é suplente de Flávio Bolsonaro no Senado.

    “As declarações feitas por seu amigo de primeira hora, suplente do seu filho senador, são muito graves. Ele revela que durante o período eleitoral a PF vazou informações sobre uma operação que prenderia o então deputado Flávio Bolsonaro e pessoas ligadas a ele, como Fabrício Queiroz, assessor acusado de operar o esquema das rachadinhas em seu gabinete na Alerj. Imediatamente Flávio demitiu Queiroz e sua filha. Isso mostra a necessidade de o senhor Jair Bolsonaro interferir na Polícia Federal. Isso mostra a necessidade de termos o afastamento imediato do presidente da República.”, disse o deputado.


    Veneri citou que o presidente da República vem acumulando ações irregulares que comprometem as condições necessárias ao exercício do cargo. Veneri lembrou que, reiteradamente, Bolsonaro ignora as orientações da Organização Mundial da Saúde para combater a pandemia de coronavirus, tendo participado e incentivado aglomerações em Brasília. “No dia em que o Brasil ultrapassa a marca de 16 mil mortos, Bolsonaro desrespeita a orientação de autoridades da saúde e, mais uma vez, provoca aglomerações. Isso é um absurdo. Bolsonaro perdeu todas as condições de governar o país”, criticou.
    Para o parlamentar, a demissão de Nelson Teich, segunda mudança no Ministério da Saúde em menos de um mês durante a pandemia da Covid-19, está tendo graves consequências para o país, que precisa de um rumo para se contrapor ao crescimento das mortes causadas pela doença. Até agora, 16 mil brasileiros morreram por causa do vírus e o governo federal defende o fim do isolamento, apontado pela OMS como uma das poucas armas que temos para salvar vidas, observou.

    Veneri comentou ainda a recondução de Carlos Marun, ex-deputado e braço-direito de Eduardo Cunha, ao conselho de administração da Itaipu Binacional. “Bolsonaro busca o centrão desesperadamente. Nomeou o maior defensor de Eduardo Cunha para o cargo de conselheiro da Itaipu. É isso o que chamam de nova política? Os mesmos que acusavam o PT de tais práticas, agora o fazem”, concluiu Veneri.