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  • Veneri contesta revogação da Lei do Software Livre

    Veneri contesta revogação da Lei do Software Livre


    Com voto contrário da bancada do PT, a Assembleia Legislativa aprovou na tarde desta segunda-feira (04) um pacote que acaba com a lei do software livre no Paraná. Aprovada em 2003, a lei que determinou a preferência por softwares livres no governo estadual gerou uma economia anual em licenças o equivalente a R$ 180 milhões, em valores corrigidos, de acordo com o ex-presidente da Celepar, Marcos Vinícius Mazoni, que coordenou a troca de softwares na época.

    Líder da bancada do PT, o deputado Tadeu Veneri questionou a viabilidade do projeto, caso o Estado opte pela substituição do sistema. “Eu faço uma pergunta: quantas dezenas ou milhares de máquinas nós temos hoje na administração pública? E se porventura forem trocados os softwares, quantas centenas de milhões de reais serão necessários para que isso seja feito? Quem ganhará no sentido de produtividade e de eficiência com essa troca? “, cobrou o deputado.

    Veneri lembrou que o sistema de software livre implantado no Paraná, utilizado hoje por milhões de pessoas e também por grandes empresas, gerou questionamentos na época da sua aprovação. “Na época da aprovação da lei que determinou a preferência pelo software livre, há mais de 15 anos, houve uma série de questionamentos, inclusive sobre a sua viabilidade porque não havia compatibilidade com alguns programas. Acontece que o desenvolvimento de todo o sistema foi feito pela Celepar (Companhia de Informática do Paraná), seguindo uma tendência mundial”, lembrou Veneri.

    O parlamentar encaminhou pela rejeição do projeto e afirmou que a sua aprovação vai contra o interesse público. “Me preocupa revogar a deliberação expressa para que na administração pública seja utilizado o software livre e que software proprietário também possa ser utilizado. Segundo estimativas, o Estado gastará em torno de R$ 1 bilhão caso venha utilizar software proprietário. Por isso entendemos que a aprovação deste projeto vai contra o interesse público. Nosso voto é contrário”, concluiu.

    Matéria da liderança da bancada do PT