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  • Veneri aponta retrocessos na educação no primeiro ano de governo Ratinho Junior

    Veneri aponta retrocessos na educação no primeiro ano de governo Ratinho Junior

    Em discurso nesta quarta-feira (18) na Assembleia Legislativa, durante a última sessão plenária do Poder Legislativo de 2019, o líder da oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), fez um balanço do primeiro ano de gestão do governo Ratinho Jr. e destacou os desafios da bancada de oposição para o ano que vem.

    “O balanço de 2019 nos traz preocupações. O ano termina com o governo determinando a suspensão de matrículas em turmas do ensino noturno dos anos iniciais do ensino médio. Os alunos que não puderem iniciar o ensino noturno em 2020 serão os alunos que em 2021 não estarão na escola. Nós entendemos que o governo erra e nós certamente faremos o nosso papel todas as vezes que estas situações acontecerem”, disse Veneri.

    O parlamentar criticou o contingenciamento de recursos das universidades estaduais, ocorrido em 2019, e disse que a Lei Geral das Universidades (LGU) será um dos principais debates no legislativo no próximo ano. “As universidades estaduais perderam recursos neste ano. Alguns laboratórios estavam praticamente fechando, algumas instituições, por muito pouco, não precisaram suspender as atividades do segundo semestre. A LGU, que foi proposta no início do ano, será motivo de um debate intenso no próximo ano a Assembleia. As universidades públicas do Paraná não são apenas um espaço de aulas gratuitas, ao contrário, produzem ciência e promovem o desenvolvimento do Estado”.

    Veneri afirmou que, no ano que vem, o Estado deverá discutir a renovação dos contratos de pedágio e demonstrou preocupação com a mudança na política do Poder Executivo em relação às reintegrações de posse. “Temos uma preocupação muito grande com as reintegrações de posse. Nós tivemos, apenas em 2019, mais despejos do que os últimos oito anos, durante toda a gestão Richa”.

    O líder da oposição ainda defendeu que a Assembleia seja mais rigorosa na fiscalização do Poder Executivo e no cumprimento das atribuições constitucionais. “O governo do estado precisa ter mais consideração com o Legislativo e não submeter projetos com ‘jabutis’, pois são ilegais. Que nós comecemos a votar na Assembleia apenas aquilo que, de fato, seja constitucional. Nós somos legisladores, fiscalizadores dos demais poderes e deste próprio Poder. O nosso papel é este. E deste papel não podemos abrir mão”.

    Matéria da Liderança da Oposição