Notícias

  • Veneri pede solução alternativa a despejo para comunidade Faxinal dos Ribeiros

    Veneri pede solução alternativa a despejo  para comunidade Faxinal dos Ribeiros
    Unidade de saúde é um dos equipamentos públicos da área

    O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, está participando de negociações para impedir a realização de despejo das cerca de seiscentas famílias que vivem na área denominada Faxinal dos Ribeiros, no município de Pinhão. Ocupada por agricultores familiares há mais de trinta anos, a área de 3.324 hectares era usada pela Indústria João José Zattar para extração de madeira e foi penhorada pela Fazenda Nacional. A empresa é uma das maiores devedoras fiscais da União e também tem vários débitos com bancos públicos.

    Veneri, que representa a CDH na Comissão de Mediação de Conflitos Fundiários no Paraná, está solicitando a intervenção do governador do Estado para que suspenda a reintegração de posse e que busque uma solução pacífica para o caso. “Precisamos esgotar todas as alternativas para encontrar uma saída que contemple a comunidade”, disse Veneri.

    A Comissão de Direitos Humanos visitou o local e constatou que existe uma comunidade funcionando normalmente com diversas plantações, criação de animais e toda estruturada com escolas, centros de assistência à saúde, espaços comunitários e igreja. Além dessa área, existem outras dezenove comunidades que também estão sob ameaça de despejo, representando cerca de 2.500 famílias. 

    O prefeito de Pinhão, Odir Gotardo, vem alertando sobre as consequências do despejo para a região. As atividades exercidas pelos posseiros são fundamentais para o município por estimular a economia local, destacou. Ele citou que uma ação de despejo seria desastrosa social e economicamente para a região já que os posseiros representam uma grande parte da população do município e estão inteiramente integrados à comunidade.

    Em dezembro de 2017, as cenas de um despejo em Pinhão estarreceram o país. As famílias da Comunidade Alecrim foram expulsas de suas casas e igreja, escola e posto de saúde foram destruídos. “Não podemos permitir que essas cenas se repitam”, disse Veneri.