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  • Aliados se recusam a convocar presidente da Copel Telecom para esclarecer privatização

    Aliados se recusam a convocar presidente da Copel Telecom para esclarecer privatização

    A liderança do governo e a Mesa Executiva da Assembleia Legislativa se recusaram a colocar em votação um requerimento convocando o presidente da Copel Telecomunicações, Wendell Alexandre Paes de Andrade de Oliveira, a comparecer ao plenário para explicar o projeto de venda da empresa. O requerimento foi apresentado pelo deputado Tadeu Veneri (PT) .

    A Mesa alegou que deputados não têm prerrogativa de convocar presidentes de empresas de economia mista para ser questionado em plenário. Veneri destacou que aguardou por noventa dias que a liderança do governo cumprisse a promessa de trazer Oliveira como convidado para falar aos deputados. No final das contas, por convite ou convocação, o governo não demonstra interesse em prestar essas explicações à sociedade, criticou Veneri.

    A Telecom é uma das cinco subsidiárias da Copel. “Nós queremos saber qual a razão dessa privatização já que a empresa não é deficitária e oferece a rede de internet para as escolas estaduais, delegacias, universidades e vários órgãos públicos. O governo tem que nos responder como ficarão as entidades e instituições públicas com a privatização”, disse Veneri.

    O deputado citou que o governo do Paraná é o maior cliente da Copel Telecomunicações, que foi construída com investimentos públicos. “Não se constrói uma empresa assim da noite para o dia. Uma empresa com alta tecnologia e serviço de excelência”, afirmou.

    Outra questão que Veneri gostaria de ver esclarecida é a designação da Consultoria WTBR pela 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba em julho deste ano para conduzir o processo de recuperação judicial da Construtora Triunfo. O atual presidente da Copel Telecom é um dos sócios da empresa e, embora tenha declarado que se licenciou da sociedade, não exibiu nenhum documento comprovando esse afastamento. Legalmente, Oliveira estaria impedido de integrar a equipe de governo e, ao mesmo tempo, cuidar do processo de falência de uma empresa que tem negócios com a administração estadual.