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  • Petrobras representa 4% da arrecadação total do PR, que será atingido com privatizações da estatal

    Petrobras representa 4% da arrecadação total do PR, que será atingido com privatizações da estatal
    Kleiton/Alep



    Os deputados Tadeu Veneri (PT) e Requião Filho (MDB) vão propor a criação de um comitê, com a participação de lideranças políticas, sindicalistas, técnicos e pesquisadores, com o objetivo de ampliar no Paraná os debates contra as privatizações da Petrobras no Estado.

    A medida foi anunciada durante audiência pública nesta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa, que discutiu os impactos das privatizações da Petrobras no Estado. A audiência foi proposta pelo deputado Requião Filho (PMDB).

    Segundo Veneri, o objetivo é conscientizar a população que a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), instalada em Araucária; da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), de São Mateus do Sul; e da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados é extremamente prejudicial aos interesses dos paranaenses. “Precisamos fazer com que este debate chegue a toda sociedade. A sugestão é construir um comitê contra a venda e privatização da Petrobras no Paraná. Organizar este debate nas câmaras dos vereadores e de forma ampliada na sociedade organizada”, propôs.

    O deputado Requião Filho destacou que a sociedade precisa tomar consciência de que a venda da Petrobras vai causar prejuízos econômicos graves para o Paraná e seus municípios. “Levar este debate para a sociedade é mais do que necessário, é urgente. Precisamos fazer com que a população perceba que a venda da Petrobrás no Paraná é um problema de Estado. Vamos montar um comitê, levar esta discussão para os deputados federais, para os deputados estaduais, para as câmaras dos vereadores. A privatização destas empresas fere a soberania do Brasil, ao mesmo tempo que causa inúmeros prejuízos econômicos para os municípios e Estados”.

    A pesquisadora do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Carla Ferreira apresentou os impactos que as privatizações terão nas contas públicas. Segundo Ferreira, a Petrobras é responsável, sozinha, por mais de 8% do ICMS arrecadado pelo governo estadual. “Somente com o ICMS, a Petrobras contribui com mais de 4% da arrecadação do Estado. Foram R$ 2,4 bilhões na arrecadação do estado em 2017. Além disso, a Petrobras gera um movimento econômico regional, gera emprego, estimula o consumo, o que também se reflete na arrecadação do Estado”. Ela alertou ainda que, caso a venda das empresas se concretize, os municípios correm o risco de ficar sem os royalties pagos pela Petrobras.

    O consultor legislativo do Senado Federal e da Câmara dos Deputados Paulo Cesar Ribeiro Lima, PHD em engenharia na área do petróleo e especialista em Minas e Energia, afirmou que a Petrobras está sendo lentamente “desintegrada”. “A empresa está sendo desintegrada. As refinarias estão sendo ilegalmente privatizadas. A privatização das refinarias vai fazer o custo do petróleo subir”, alertou.

    Já o presidente do Sindicato do Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR-SC), Mário Dalzot destacou que os dois Estados estão sendo preteridos pela Petrobras. “As privatizações representam a ausência total da Petrobras no Sul do Brasil. Paraná e Santa Catarina estão sendo preteridos pela Petrobras, que vai privilegiar o Sudeste. Os empregos estão sendo precarizados, equipamentos estão sem manutenção, levando riscos aos trabalhadores. Além disso, a chance da refinaria privatizada ser fechada é alta, porque o que eles querem de fato é o mercado consumidor”, contou.

    Assessoria de imprensa da Liderança da Oposição