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  • Veneri crítica política do Estado de despejo de famílias sem terra

    Veneri crítica política do Estado de despejo de famílias sem terra

    O deputado Tadeu Veneri (PT) criticou a condução do governo do Estado às ameaças de despejos em série de famílias de trabalhadores sem terra. “Estamos vendo um processo que não se sabe onde vai levar”, afirmou o deputado, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, que destacou o caso dos acampamentos Três Capões, Terra Livre e São Luiz, em Clevelândia.

    As terras são reclamadas pela Olvepar Indústria e Comércio, uma empresa que faliu em 2002 e deve cerca R$ 1 bilhão a bancos, governo do Estado, União e fornecedores. “Essas áreas deveriam ser adjudicadas (ato judicial que concede posse e propriedade de bens, móveis e imóveis) ao Estado e colocadas à disposição da reforma agrária”, afirmou o deputado.

    Veneri destacou que não há lógica em despejar mais de uma centena de famílias para favorecer uma empresa que foi denunciada pela CPI da Copel, em 2003, por participação em uma fraude de ICMS. Em 2002, a Olvepar devia à empresa Rodosafra e ofereceu um crédito de ICMS que, entretanto, já tinham sido anulados por decisão do Tribunal de Justiça. Mesmo assim, o governo do estado autorizou o reconhecimento dos créditos pelo valor de R$ 39,6 milhões, que foram adquiridos pela Copel. À época, o governador Ratinho Junior (PSD) foi o relator da CPI da Copel que denunciou a operação.

    Este ano, já foram executados despejos em acampamentos de Londrina e Mangueirinha e a Fazenda Prudentina, em Laranjal, também está sob ameaças de reintegração de posse.

    Veneri disse ainda que o governador prometeu dialogar para buscar uma solução para as áreas ocupadas no Estado. Porém, está indo na direção contrária.