Notícias

  • Povo indígena faz ritual para protestar contra mudanças na política de saúde

    Povo indígena faz ritual para protestar contra mudanças na política de saúde

    ? Povos indígenas ocuparam o escritório do Ministério da Saúde em Curitiba como parte da Semana de mobilização contra as mudanças nas políticas dirigidas às populações indígenas que estão sendo feitas pelo governo federal. Eles fizeram um ritual sagrado para protestar a extinção da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e a transferência de parte do atendimento à saúde indígena aos estados e municípios. Atualmente, a União oferece o serviço.

    Desde 2010, a política de saúde indígena é coordenada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), por meio de espaços vinculados a 34 distritos sanitários indígenas. Atualmente, a secretaria responde pelos cuidados de 765 mil índios de 305 etnias espalhadas pelo país. O atual governo discute a extinção da secretaria, cuja criação foi entendida como uma vitória da comunidade indígena.

    A mudança tem sido criticada pelos povos indígenas que vêem a proposta de municipalização da saúde como uma ameaça, excluindo o atendimento pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que até então era feito a partir de profissionais e recursos específicos, levando em conta critérios epidemiológicos, geográficos, culturais e etnográficos dos povos indígenas. “Na prática, a medida é um golpe contra a política de saúde, já que, convertida em departamento, a SESAI perderá sua autonomia administrativa, orçamentária e financeir”, diz manifesto das comunidades indígenas.

    “Não é no município que a diversidade no atendimento será assegurada. O nosso modelo foi construído com princípios e diretrizes que garantem o respeito a diversidade dos povos e territórios indígenas e garantem a participação do controle social para que as comunidades possam acompanhar, fiscalizar e contribuir com a execução da política nacional de saúde.

    Assim sendo, os povos indígenas do Brasil estão organizados e mobilizados para não aceitar tamanha atrocidade, convocando o maior levante da história, mobilizações locais, regionais e nacional, pela vida dos nossos povos. Não vamos assistir ao extermínio de nossa população em silêncio!”, afirma o manifesto divulgado pelas lideranças indígenas.

    Resistir para Existir!

    Sangue Indígena, Nenhuma Gota a Mais!

    De 25 a 29 de março, semana de mobilização!