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  • Reforma da previdência elimina direitos conquistados na Constituição de 1988

    Reforma da previdência elimina direitos conquistados na Constituição de 1988

    “É preciso devolver a esperança ao povo brasileiro. E preciso derrotar a proposta de reforma da previdência, que empobrece a grande maioria da população e não mexe com a estrutura de privilégios. Nós só vamos ganhar, de verdade, se derrotarmos essa proposta na sua integralidade”, disse o deputado Tadeu Veneri, ao saudar os participantes da audiência pública “Reforma da Previdência: Para quem?” , realizada nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa do Paraná pelas bancadas estadual e federal do PT.

    Palestrante convidado, o ex-ministro Carlos Gavas, que comandou a Previdência durante o governo do ex-presidente Lula, afirmou que a proposta de reforma do governo Bolsonaro/Guedes não destrói apenas um modelo de previdência social, mas principalmente um modelo de estado, uma visão de sociedade fraterna. Para o ex-ministro, a projeção de quebra do sistema previdenciário “é mentirosa” e foi baseada numa falsa premissa. A de que a crise econômica vai se estender até 2060. “Eles projetaram a crise até lá. Por isso, essa projeção de quebra é mentirosa”, afirmou.

    O ministro alertou para as consequências do processo de redução de benefícios e extinção de direitos que a proposta de reforma da previdência irá causar se aprovada. “Ao se retirar os mecanismos de proteção das parcelas mais pobres da população, teremos uma crise humanitária” , afirmou.

    Veneri destacou que a destruição do sistema público de previdência provocará o empobrecimento da população, no aumento da violência, da pobreza e da miséria. “Em um curto espaço de tempo, uma massa de trabalhadores não vai ter como sobreviver. A reforma não mexe com juízes, promotores, desembargadores, com o agronegócio, com a estrutura do Exército, com os grupos que têm os maiores salários da previdência. É preciso organização da sociedade para enfrentar esta reforma, multiplicar o debate. Não há alternativa a não ser derrotar esta proposta”, afirmou.