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  • Greca quer eliminar cobradores do transporte coletivo. Presente de Natal para as empresas de ônibus

    Greca quer eliminar cobradores do transporte coletivo. Presente de Natal para as empresas de ônibus

    Cerca de seis mil cobradores de ônibus perderão os empregos se a Câmara Municipal de Curitiba aprovar o projeto de lei do prefeito Rafael Greca (PMN), que substitui os trabalhadores pelo sistema de bilhetagem eletrônica em todo o sistema de transporte coletivo da capital. A ameaça aos cobradores foi o tema do pronunciamento do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) nesta quarta-feira. Para Veneri, a medida beneficia apenas as empresas que operam o transporte público.

    A atual lei, nº 10.333/2001/, que Greca quer mudar, somente admite a dispensa do cobrador nos ônibus “Ligeirinhos” , que param nas estações-tubo e nos micro-ônibus. “É um presente de Natal do prefeito de Curitiba para as empresas que, junto com o setor imobiliário e as empresas que operam o sistema de coleta de lixo, continuam sendo os donos da cidade”, criticou Veneri.

    O deputado citou estudo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-Econômicos) mostrando que a extinção da função iria retirar R$ 212 milhões por ano da economia local.“Os cerca de seis mil empregos vão se transformar em margem de lucro para as empresas de transporte que já vem sendo premiadas pelo atual prefeito com reajustes de tarifa”, afirmou Veneri.

    Sobre a justificativa de Greca que a automatização irá eliminar a violência contra os cobradores, Veneri considerou a explicação “risível”. Para o deputado, ao invés de combater os roubos, o prefeito prefere “eliminar” os cobradores. Já a promessa de que os trabalhadores dispensados iriam fazer cursos de reciclagem, o deputado observou que se trata de mais uma daqueles discursos vazios do prefeito. “ Nós sabemos que o processo de remanejamento de trabalhadores para novas funções é mais complexo. Quantos destes trabalhadores ainda estão em idade para se transformarem em motoristas de ônibus? Quantos serão reaproveitados e quantos serão demitidos? “, questionou Veneri.