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  • Veneri cobra apuração rápida sobre fraude na licitação do transporte coletivo em Curitiba

    Veneri cobra apuração rápida sobre fraude na licitação do transporte coletivo em Curitiba

    O deputado Tadeu Veneri (PT) cobrou agilidade da Justiça na apuração da denúncia do Ministério Público do Paraná que indiciou quatorze pessoas por fraude na licitação do transporte coletivo de Curitiba, Paranáguá e Guarapuava. Realizada em 2009, durante a gestão do ex-prefeito Luciano Ducci, a licitação foi questionada desde o primeiro momento, destacou Veneri.

    “As denúncias foram feitas há mais de oito anos, gerando até mesmo uma CPI na CâmaraMunicipal, em 2013, que apontou diversas irregularidades”, destacou o deputado Tadeu Veneri. Ele ressaltou que o relatório final da CPI concluiu pela a existência de fraude na licitação, formação de cartel e sonegação fiscal por parte das empresas que venceram o edital. A CPI apontou ainda que o valor da tarifa poderia ser 12% mais barato se o processo licitatório tivesse sido correto.

    Para Veneri, o transporte, junto com outras duas áreas, lixo e especulação imobiliária, são os três eixos do serviço público que merecem um olhar mais detalhado dos organismos de fiscalização, assim como da sociedade. “Quando disputamos a prefeitura citamos que os empresários desses setores podem ser chamados de os verdadeiros donos da cidade porque detêm um poder significativo sobre os recursos públicos”, disse.

    Entre os denunciados pelo Ministério Público, seis pertencem à família Gulin, que é dona de empresas de transporte coletivo. Outros são ex-integrantes da administração municipal, como Marcos Isfer, ex-presidente da Urbs, e um dos diretores da empresa, Fernando Ghignone. Também estão sendo acusados o advogado Guilherme de Salles Gonçalves; e os empresários Dante José Gulin, José Luiz de Souza Cury, Acyr Antônio Gulin, Rodrigo Hoelzel, Julio Vianna Junior, Felipe Busnardo Gulin, Antônio José Vellozo, Marco Antônio Gulin, Wilson Luiz Gulin e Vergínia Luiza Macedo.