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  • Governo deixa servidores do Executivo, mais um ano, sem reposição das perdas da inflação

    Governo deixa servidores do Executivo, mais um ano, sem reposição das perdas da inflação

    Os servidores do Poder Executivo, mais uma vez, irão ficar sem reposição salarial. A governadora Cida Borghetti  (PP) retirou a proposta vergonhosa de correção de 1% dos salários após sentir que iria perder a votação em plenário, onde havia chances de aprovação de proposta de emenda da bancada de oposição estabelecendo 2,76%. Na sessão desta tarde de terça-feira, 10, houve reação dos servidores que estavam nas galerias e a pauta de votações foi suspensa.

    O deputado Tadeu Veneri havia alertado que isso poderia acontecer. “Não dava para ter ilusões com esse governo porque a governadora Cida é apenas a sequência do governo de Carlos Alberto”. Os servidores do Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública tiveram aprovadas as propostas de recomposição salarial de 2,76% enquanto os funcionários do Executivo vão ficar sem correção pelo terceiro ano consecutivo.

    Em entrevista, a governadora acusou os deputados de oposição de “irresponsáveis” por terem apresentado a emenda dos 2,76%. “Irresponsabilidade é criar a expectativa entre os servidores abrindo negociações para repor a inflação e, ao final, apresentar uma proposta de 1% e depois retirar”, criticou o deputado Tadeu Veneri.

    Para Veneri, fracassou a artimanha política da governadora de tentar passar a imagem da administradora que iria romper com a política de congelamento implantada pelo seu antecessor no cargo. “A governadora se aconselhou mal e se deu mal. Pensou em ficar com o pé em duas canoas, ao sinalizar com 2,76% e propor apenas 1%, e acabou caindo no rio”, disse.

    Os salários dos servidores do Poder Executivo estão desde 2016 sem a recomposição da inflação. No total, as perdas já somam 11,6%. Pelos estudos feitos pela bancada de Oposição, o governo tem plenas condições de corrigir os salários dos servidores do Poder Executivo. Porém, fez uma opção eleitoral, disse Veneri. “Preferiu destinar todos os recursos para fazer obras para ganhar votos no interior do Estado”, afirmou e deixou de pensar na qualidade dos serviços públicos oferecidos a toda a população do Estado em áreas fundamentais como educação, saúde e segurança.