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  • Veneri busca detalhes sobre perseguição política nas escolas

    Veneri busca detalhes sobre perseguição política nas escolas

    Um grupo de professores, diretores, alunos e funcionários de escolas públicas estaduais se reuniu nesta quinta-feira, 5, com o deputado estadual Tadeu Veneri para detalhar os casos de perseguição política nas escolas estaduais. Professores estão sendo suspensos, diretores perdem os cargos e alunos estão sendo acusados de incentivar e participar do movimento de ocupação das escolas contra a reforma do ensino médio em 2016.

    O encontro foi acompanhado pelo diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores emEducação (CNTE), Luiz Carlos Paixão, que vê um processo de intimidação e punição aos profissionais e estudantes que defendem teses progressistas que se opõem à linha política do governo estadual. A mobilização contra a reforma do ensino médio seria apenas um pretexto para acusar e punir já que as sindicâncias e os processos administrativos instaurados incorporam acusações de todos os tipos, sem qualquer relação com o movimento de 2016.

    A pressão psicológica e as penas impostas aos professores e funcionários estabeleceram um clima de terror nas escolas públicas, relatou o grupo que esteve com Veneri. Desde 2016, a Secretaria teria agido contra os estudantes obrigando à mudança de escola e troca de turnos. São milhares de sindicâncias, que podem se transformar em processos administrativos contra os docentes em todos o Estado.

    “Nós estamos coletando informações e pelo que já coletamos, o que está acontecendo nas escolas é um processo inquisitorial que tem como alvos todos os que se contrapõem ao governo estadual. Há indícios de que as punições se transformaram numa política de governo contra os trabalhadores da educação e cuja origem está no movimento do 29 de abril, quando o atual governo foi condenado pela sociedade, que reagiu à violência da repressão aos educadores, avaliou Veneri.

    O deputado é autor de projeto de lei que determina a extinção das punições e procedimentos administrativos abertos a partir de denúncias anônimas. “Sem qualquer comprovação e mesmo contra os pareceres do Conselho do Magistério, o governo está penalizando professores e funcionários num processo que lembra os métodos da ditadura militar”, disse Veneri.

    A proposta de Veneri prevê a anulação e arquivamento de todos esses procedimentos, considerados ilegais. A base para o fim desse processo é a lei estadual 15.790 de 05 de março de 2008, que proíbe no serviço público.