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  • Em Guaraqueçaba, crianças estão fora da escola, denunciou Veneri

    Em Guaraqueçaba, crianças estão fora da escola, denunciou Veneri

    Em visita a comunidades do Parque Nacional do Superagui, o deputado Tadeu Veneri constatou que crianças em idade escolar não têm acesso à educação devido ao fechamento de uma escola pelo governo do Paraná. Estudantes de comunidades da região, como a de Sibui, são obrigados a se locomover por quase uma hora de barco para frequentar a única escola aberta, em Tibicanga.

    Além da falta de sala de aulas, os alunos também são privados da merenda escolar. Na escola de Tibicanga, a direção foi obrigada a servir apenas feijão e arroz sem tempero como merenda. “Essas comunidades existem há mais de duzentos anos e agora estão enfrentando uma situação de retrocesso”, disse Veneri.

    Em Sibui, havia uma associação de moradores que abrigava a escola. Mas o governo fechou o estabelecimento e as crianças são obrigadas a se deslocar até Tibicanga. “Esse é um dos problemas que são agravados pela falta de acesso à energia elétrica e atendimento à saúde”, denunciou Veneri.

    Desde a mais recente demarcação de áreas no Parque Nacional do Superagui, organizados noMovimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Litoral do Paraná (Mopear) os moradores estão sofrendo restrições na exploração dos recursos naturais. Os pescadores apontam violações dos direitos humanos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) durante a elaboração do Plano de Manejo do Parque Nacional do Superagui, criado em 1989.

    As comunidades acusam o ICMBio de reprimir as práticas tradicionais das comunidades, como o extrativismo, a plantação de roças de subsistência e a pesca artesanal. Os pescadores estão requerendo à Justiça que sejam consultados na formulação do Plano de manejo, que regulamenta o uso dos recursos naturais e da área do parque.