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  • As negociatas de Beto Richa vêm à tona

    As negociatas de Beto Richa vêm à tona

    O áudio de uma conversa entre o ex-chefe de gabinete Deonilson Roldo e o dono de uma empreiteira expôs ao Paraná o que nós passamos os últimos oito anos denunciando: que o ex-governador Beto Richa fazia bons negócios no Palácio Iguaçu. Não para a população, mas para seu grupo político.

    Divulgado pela mídia nacional, o diálogo mostra o braço direito de Beto Richa informando que a licitação para a duplicação da PR -232, ligando Maringá a Francisco Alves, foi direcionada para a Odebrecht. A obra envolvia investimentos na ordem de R$ 7 bilhões. Beto Richa foi apontado na operação LavaJato como beneficiário de uma doação da Odebrecht de R$ 2,5 milhões na modalidade caixa dois para sua campanha à reeleição, em 2014.

    Na gravação, o interlocutor de Roldo era Pedro Rache, o presidente da Contern Construções, do grupo Bertin, que estava interessado na obra, já destinada a Odebrecht. Para não deixar a Contern com as mãos abanando, o ex-chefe de gabinete propôs que a empreiteira entrasse na licitação apenas para legitimar a proposta vencedora da Odebrecht e, em troca, seria beneficiada futuramente pelo governo.

    A compensação seria a compra pela Copel de parte do complexo de usinas termoelétricas de Aratu, na Bahia, que o grupo Bertin queria vender. “Nós estamos há anos pedindo explicações sobre os investimentos da Copel em usinas eólicas, principalmente no Nordeste, e térmicas. Nunca obtivemos respostas “, afirmou o deputado estadual Tadeu Veneri.

    Roldo, atualmente, é diretor de Gestão Empresarial da Copel. “A pergunta é se Roldo foi indicado para a diretoria da Copel para fechar estes e outros negócios envolvendo a estatal”, observou o deputado.