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  • Richa dilapidou fundo de aposentadoria dos servidores para fingir que finanças estavam equilibradas

    Richa dilapidou fundo de aposentadoria dos servidores para fingir que finanças estavam equilibradas
    Mais um rombo provocado pelo ex-governador Beto Richa (PSDB) no fundo de aposentadorias e pensões dos servidores foi revelado nesta terça-feira durante a análise das contas do fundo pelo conselho de administração do ParanaPrevidência. Desta vez, são R$ 304 milhões que o governo deixou de recolher como parte patronal das contribuições sobre os benefícios de aposentados e pensionistas.

    A votação da prestação de contas foi na sede do ParanaPrevidência, em Curitiba. Os R$ 304 milhões se somam a cerca de R$ 6 bilhões que o governo retirou do fundo quando, em 2015, fez a reforma da previdência do funcionalismo estadual e que ficou conhecida pela violenta repressão aos servidores e professores no dia 29 de abril.

    Na sessão desta terça-feira na Assembleia Legislativa, o deputado Tadeu Veneri (PT), disse que o governo usou os recursos do fundo para bancar as obras eleitoreiras dos últimos dias da administração de Beto Richa, que renunciou ao cargo para disputar o Senado nas eleições deste ano. “O governo fez a festa às custas daqueles que menos condições têm de se defender. O fundo está derretendo e dentro de um prazo muito curto não conseguirá cumprir com o seu fim que é o pagamento das aposentadorias e pensões”, alertou Veneri.

    No dia 29 de abril de 2015, a Assembleia aprovou as mudanças na previdência estadual, legitimando uma manobra que permitiu ao governo retirar R$ 140 milhões do ParanaPrevidência todos os meses. O governo transferiu do fundo financeiro para o fundo previdenciário cerca de 33 mil servidores aposentados com mais de 73 anos. O fundo financeiro é sustentado com recursos do caixa do governo enquanto o fundo previdenciário é alimentado com as contribuições dos servidores.

    Quando foi votada a polêmica reforma, houve uma emenda à lei estabelecendo a obrigação de o governo recompor o fundo previdenciário, a partir de 2030. Mas com um limite de aporte fixado em 22% da folha de pagamento da previdência. Pouco antes de deixar o cargo, o ex-governador admitiu que o fundo iria falir e mandou projeto à Assembleia Legislativa retirando o limite do aporte. “Foi uma confissão do ex-governador d que a reforma irá quebrar o fundo”, disse Veneri. O projeto do ex-governador foi retirado pela sua sucessora no governo.