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  • Veneri denuncia desconstrução do ensino público

    Veneri denuncia desconstrução do ensino público

    Adotado pelo governo do Paraná há algum tempo, o fechamento de turmas foi intensificado no início deste ano letivo. A Secretaria de Educação está determinando o cancelamento de turmas e redução de turnos. As turmas remanescentes recebem os estudantes daquelas que foram extintas, ocasionando superlotação em salas de aula. Ou os pais são convidados a matricular seus filhos em outras escolas. Esse processo é uma versão mais discreta daquele projeto anterior, de fechamento de escolas, anunciado pelo governo em 2015. Á época, a comunidade se mobilizou e o governo teve que recuar da proposta que já estava esboçada e previa o fechamento de 150 escolas em todo o Estado, relembrou o deputado estadual Tadeu Veneri (PT).

    Além dos professores que ficam sobrecarregados com mais de quarenta alunos em sala de aula, e do processo pedagógico que se torna falho com o excesso de estudantes em classe, a medida afeta diretamente a comunidade que é obrigada a matricular os jovens em escolas diferentes daquelas que escolheram.

    Levantamento do Núcleo Curitiba Norte mostra que sessenta turmas do ensino regular foram fechadas e vinte e cinco escolas ficaram se direção auxilia. Os Centros de Língua Estrangeira, oferecidos pelas escolas, também são alvo da política de desmonte do ensino público. Quinze turmas dos Celem foram fechadas na área de abrangência do Núcleo Curitiba Norte.

    Veneri citou o exemplo do fechamento de turmas no Colégio Lisímaco Ferreira da Costa, em Curitiba, onde a população está protestando contra a medida. “ A realidade é que o governo tem feito superávit sobre a educação e os serviços públicos.. O que se tem é um projeto de destruição para abrir espaço para a escola privada.O que nós temos é desconstrução explícita do ensino público”, afirmou Veneri, em pronunciamento na sessão desta quarta-feira, 21.