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  • É preciso impedir a liquidação das empresas do setor elétrico

    É preciso impedir a liquidação das empresas do setor elétrico

    A necessidade de combater a venda da Eletrobrás e de outras empresas de energia foi o tema da audiência pública realizada nesta manhã no plenarinho da Assembleia Legislativa. A Eletrobrás é uma empresa estratégica que responde pela geração de 32% da energia do país e que detêm 47% das linhas de transmissão e faz parte de um pacote 57 projetos de privatizações e concessões do governo de Michel Temer.

    O deputado Tadeu Veneri (PT) alertou para a necessidade de discussão da proposta de privatização do governo federal na área de energia para alertar à população sobre as consequências desse processo. As entidades sindicais que representam os trabalhadores do setor alertam que o novo modelo proposto pelo governo federal representa o fim do conceito de energia como bem público e ferramenta de desenvolvimento estratégico do país.

    Um dos coordenadores do Fórum Popular Contra a Privatização do Setor Elétrico, Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni, afirmou que a população já tem uma noção do que ocorre quando privatizam as empresas públicas do setor, como ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso. “Precarizam as empresas sob o argumento de que a privatização é o melhor caminho, criam uma história de que vendida ela será melhor gerenciada, que haverá benefícios para a população. Isso a gente sabe que não acontece, porque já vivenciamos esta situação e foi uma tragédia, inclusive com diversos apagões de energia no país

    José Maria Rangel, presidente da Federação Ùnica dos Petroleiros, disse que a privatização do sistema energético “è o preço que a sociedade brasileira está pagando pelo golpe de Estado que levou os adoradores do mercado ao poder. “Essa gente só sabe governar vendendo o patrimônio público, retirando direitos de trabalhadores e cortando salários”.

    A audiência foi proposta pelo Fórum Popular Contra a Privatização da Eletrobras e organizda pelos deputados Nelson Luersen (PDT), Anibelli Neto (PMDB), Evandro Araújo (PSC), Péricles de Mello (PT), Marcio Pauliki (PDT), Professor Lemos (PT), Tadeu Veneri (PT), Nereu Moura (PMDB), Guto Silva (PSD), Requião Filho (PMDB), Rasca Rodrigues (PV) e Tercílio Turini (PPS).