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  • Relatório final é aprovado

    O relatório final da CPI da Reforma Agrária propõe a criação de uma comissão permanente na Assembléia Legislativa para acompanhar os assentamentos e a regularização fundiária no Paraná. O documento foi aprovado ontem por unanimidade pelos deputados da comissão e sugere também ao Incra um levantamento das terras não tituladas e ocupadas irregularmente para fins de desapropriação. Os deputados do PT conseguiram modificar alguns pontos do relatório do deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB). Nas recomendação ao Ministério Público, foi retirado do texto o pedido de investigação contra integrantes do MST que seriam responsáveis por roubo de gado, invasões orquestradas e intimidação de parceleiros sob a liderança de Pedro Alves Cabral, Delfino José Becker, Fernando Dionísio, Celso Agnoni e Marli Brambilla. A bancada petista também suprimiu do relatório a recomendação para que o estado imponha a política de \"tolerância zero\" no campo. \"Em vez disso, queremos que o governo promova o desarmamento de ruralistas, sem-terra e de todos os envolvidos nos conflitos agrários\", disse o líder do PT, Tadeu Veneri.O presidente da CPI, Élio Rusch (PFL), vai encaminhar cópias do relatório aos governos federal e estadual, ao Ministério Público, ao Incra e à CPI da Terra no Congresso Nacional. \"Acredito que atingimos o nosso objetivo, que era formar um amplo painel da situação agrária e fundiária do estado com o objetivo de contribuir para a solução da violência no campo, uma preocupação de todos os cidadãos\", afirmou.