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  • É uma vergonha, diz Veneri sobre a Consulta Pública das escolas cívico-militares

    É uma vergonha, diz Veneri sobre a Consulta Pública das escolas cívico-militares


    “É uma vergonha. Esse processo de votação está sendo feito abertamente, onde uma pessoa do Núcleo Regional de Educação fica ao lado para dizer que tem que votar sim. É uma vergonha o que o governador Ratinho Junior (PSD) está fazendo com o Paraná”. A declaração é do líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri, sobre a Consulta Pública das escolas que irão adotar o modelo das escolas cívico-militares no Paraná, convocada de forma atropelada para os dias 27 e 28, em plena pandemia causada pelo novo coronavírus.

    Veneri afirmou que recebeu denúncias da existência colégios que integram a lista de instituições que serão militarizadas e que não se encaixam nos requisitos previstos na lei aprovada na Assembleia Legislativa.

    “Há um clima de muita insegurança e dúvida nesse processo todo. Acabo de receber informações de que o Colégio Ivone Pimentel foi indicado para ser militarizado, sendo que a instituição não se encaixa nos requisitos para ser transformado em escola cívico-militar. Existem escolas com ensino noturno que não poderiam estar na lista. A maioria das escolas não poderiam estar na lista. Que consulta é essa?”, questionou.

    O parlamentar fez um apelo para que a comunidade escolar registre as falhas no processo e afirmou que o governador do Estado está agindo contra a lei ao instituir o “voto de cabresto”.

    “Faço um pedido: denunciem! Peço que você pai, você mãe, professor, professora, denunciem. Façam o devido registro, nos envie essa documentação. O governador não pode fazer no Paraná algo que a legislação não prevê, que é a volta do voto de cabresto de 1930. Nós não vamos admitir isso na escola pública. Hoje é dia do servidor público, dia de luta contra a militarização das escolas”, finalizou.

    REPRESENTAÇÃO

    Nesta terça-feira (27), o mandato do deputado Tadeu Veneri protocolou uma representação com pedido de providências ao Ministério Público Estadual para suspender a consulta feita pelo Governo do Estado e Secretaria da Educação sobre a conversão das escolas públicas ao modelo cívico-militar. São 215 colégios listados pelo governo que está buscando o aval da comunidade sem prévio debate sobre a medida.

    Veneri defende o debate com a comunidade que deve receber informações sobre o real significado da militarização do ensino. O governo promete escolas superestruturadas mas não explica como irá funcionar esse modelo que pode ameaçar a gestão democrática do ensino público e o pluralismo de ideias na educação.

    Matéria da assessoria de comunicação da  Liderança do PT