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  • Crianças Sem Terrinha fazem manifesto por direitos

    Crianças Sem Terrinha fazem manifesto por direitos

    Nesta quinta-feira (17), à cerca de 400 crianças moradoras de assentamentos e acampamentos do Paraná estiveram no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, entregar um manifesto por direitos. O mesmo documento será levado a órgãos do Governo Estadual na manhã de sexta-feira (18), no Palácio das Araucárias.

    O manifesto cobra os direitos à cultura, à educação, à terra, à moradia e à saúde. O documento também exigir respeito à integridade física e psíquica, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - estes direitos estão sendo ameaçados pela onda de despejos que ocorrem no estado. Neste ano, sete comunidade foram despejadas, deixando cerca de 800 crianças sem moradia e, na maior parte dos casos, obrigadas a mudar de escola. Cerca de 70 comunidades rurais estão ameaçadas de despejo em todo o estado.

    “Queremos que não tenha mais violência contra os Sem Terra e que o Estado cumpra sua obrigação de garantir a segurança do povo, nós Sem Terrinha estamos sentindo que nossas famílias estão sendo discriminadas, ameaçadas e tratadas como “bandidos”, criminalizando nosso direito de luta. E isso deixa nós Sem Terrinha com medo, exigimos respeito e o direito de permanecer em nossas terras. Pois nossas famílias produzem alimentos que ajudam alimentar a população da cidade e melhorar a economia do município”, diz o documento.

    O grupo participa do XIII Encontro das Crianças Sem Terrinha, que ocorre entre os dias 16 e 18/10 em Almirante Tamandaré, região Metropolitana de Curitiba. As crianças têm idade entre 6 e 12 anos, vindas de acampamentos e assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

    Estão presentes crianças da regiões sul, norte, oeste, noroeste, centro-oeste e centro do Paraná. Estudantes de 10 escolas itinerantes de acampamentos e das escolas municipais dos assentamentos do MST participam do Encontro.

    Segundo Jeizi Loici Back, integrante do Setor de Educação do MST, o evento busca fortalecer a defesa pelos direitos, inclusive ao lúdico e ao brincar. “Além desse caráter de luta, tem o caráter da defesa da infância, de garantir que as crianças tenham o direito ao lúdico, ao brincar, que elas possam ter uma infância saudável, possam ter acesso à escola, à saúde”.

    A programação do encontro também prevê estudo sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apresentações artísticas, oficinas, brincadeiras, contação de história e visita ao Zoológico de Curitiba.